Análises Filogenéticas Módulo 2: coevolução, filobetadiversidade, nichos e traços.

Fatores diversos atuam na estruturação de comunidades de organismos vivos, como as vegetais, em diferentes escalas espaço-temporais, evidenciando numa ordem hierárquica de importância a atuação de eventos biogeográficos como especiação e extinção e eventos estocásticos como a limitação de dispersão em grandes escalas, filtragem ambiental em escala de habitat e interações positivas ou negativas em escala de vizinhança. A compreensão do quanto são estáveis (conservadas) ou lábeis traços funcionais e nichos dos organismos através de suas histórias evolutivas exerce nos seus comportamentos ecológicos e estruturação das comunidades que observamos no presente. Da mesma forma semelhanças ou diferenças locais de organismos de seus vizinhos filogenéticos com relação a dados traços funcionais exercem papel importante na seleção de quais espécies são redundantes, exclusivas, resilientes ou vulneráveis nas comunidades. Assim, o objetivo desse segundo módulo do curso é mostrar como verificar o grau de similaridade entre diferentes comunidades, ecossistemas ou Biomas, conduzir testes sugestivos de conservantismo de traços e nichos, testar se dois ou mais traços de um conjunto de espécies coevoluem ou são convergentes, verificar associação filogenética de traços ao nível de espécies com método baseado em análise de autocorrelação espacial e verificar o nível de resolução filogenética (resolução de politomias) que um estudo apresenta em sua árvore filogenética. O curso é conduzido em sistema operacional Windows.

 

Conteúdo do curso:

1-Filobetadiversidade

2-Sinal Filogenético (teste para conservantismo de traços funcionais e nichos)

3-Regressão filogenética: PGLS (Phylogenetic generalized least squares) (coevolução de traços funcionais)

4-Indicador local de associação espacial-filogenética (LipaMoran).

5-Resolução (robustez) da árvore filogenética usada para os resultados obtidos.

 

Pré-requisito desejável: entendimento básico do software R (instalá-lo no PC, instalar e carregar pacotes, importar dados para o software). Pela quantidade de conteúdo e complexidade do curso, instruções detalhadas de uso do R fica fora do escopo.

Pós-curso: visto ser um curso mais prático, o que inviabiliza teoria detalhada por trás de cada coisa, literatura específica de cada coisa abordada será recomendada e enviada por email ao fim do curso, além de já conter menção de várias delas nos materiais didáticos a serem fornecidos aos participantes.